Sobre
Trajetória
A Junina Caipiras do Sertão representa uma importante trajetória de preservação, renovação e valorização da cultura popular junina no município de Itaituba, no oeste do Pará.
Sua história nasce da comunidade, da família e do desejo de proporcionar à juventude oportunidades de convivência, participação social e expressão artística por meio da cultura. Desde meados de 1994, o grupo constrói uma trajetória marcada pela dedicação aos festejos juninos e pela participação de diferentes gerações.
O cadastro no Mapa Cultural do Pará situa suas áreas de atuação em Culturas Populares, Dança, História, Patrimônio Cultural, Cultura Negra e Arte de Rua, demonstrando o caráter plural de sua atuação.
Mais que uma quadrilha junina, a Caipiras do Sertão constitui um espaço de memória, pertencimento, criação artística, transmissão de conhecimentos e fortalecimento de vínculos comunitários.
2\. HISTÓRICO – COMO TUDO COMEÇOU
A história da Caipiras do Sertão está diretamente ligada ao Bairro Bela Vista, em Itaituba, e à Família Flor.
Segundo o registro da trajetória no Mapa Cultural, tudo começa com Dalva e Genésio, apresentados como figuras inspiradoras que estimularam jovens do bairro a encontrarem nos festejos juninos uma oportunidade de diversão, convivência e inserção social.
Naquele período, o grupo era conhecido como:
“A Flor do Campo”
A iniciativa conquistou jovens da Bela Vista e passou a oferecer um caminho ligado à cultura, à valorização pessoal, ao reconhecimento e à convivência comunitária.
Em meados de 1994, Dalva Flor e seus filhos Luiz Carlos Veloso, Carlos Alberto Flor (Beto), Núbia Flor, Douglas Flor e Claudecir Flor aparecem como parte importante dessa construção. O registro também menciona Antônio Flor, o saudoso “tio Baixinho”, que documentava em vídeo as noites de São João do grupo.
Essa origem familiar tornou-se uma das características da trajetória: a cultura transmitida de geração para geração.
3\. DA FLOR DO CAMPO À CAIPIRAS DO SERTÃO
Um momento importante na transformação artística do grupo ocorreu com a participação de José Apolinário, conhecido como Puluca.
O registro histórico atribui a ele uma visão de modernização da junina, culminando na mudança do nome Flor do Campo para:
CONJUNTO SHOW JUNINO CAIPIRAS DO SERTÃO
A renovação trouxe uma nova concepção para as apresentações, incorporando elementos como:
temas;
alegorias;
enredos;
ousadia e inovação artística.
O material aponta essa transformação como parte de uma reformulação da própria história dos festivais juninos de Itaituba.
A continuidade do grupo demonstra que a manifestação ultrapassou a dimensão de uma apresentação sazonal. Tornou-se espaço de convivência e produção cultural, mobilizando integrantes, famílias, apoiadores e comunidade.
Sua trajetória reúne dança, figurino, interpretação, criação temática, produção de espetáculos, ensaios, apresentações comunitárias, quermesses e participação em festivais.
A galeria apresentada no próprio Mapa Cultural reúne registros de diferentes momentos dessa história, incluindo apresentações de 2007, 2015, 2022, 2023, 2024, 2025 e 2026.
Atuação
Áreas
- DANÇA
- CULTURA POPULAR.